Ela Escreve

vida adulta/real, girlhood, lifestyle

 

mão segurando uma foto antiga contra a luz do pôr do sol em um quarto aconchegante — poema sobre saudade


Quando a saudade bater,
Você pode me ligar.
Perguntar como anda a vida,
Sobre o que é seguro falar.

Quando a saudade bater,
Pegue as fotos que você não rasgou,
Relembre os sorrisos
E o pôr do sol que você nunca me negou.

Quando a saudade bater,
Largue o celular,
Venha correndo me buscar,
Largue tudo e me abrace sem soltar.

Quando a saudade bater,
Cole seu peito nu junto ao meu,
Ouça o compasso dos nossos corações,
Me pegue como se fosse tudo teu.

Quando a saudade bater,
Feche a porta do quarto,
Me tenha para você e, no final,
Me dê aquele abraço.

Suado,
Respiração acelerada,
Olhares inebriados,
Extasiados.

Quando a saudade bater,
Saiba que nunca deixei de ser 
Tua.
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favoritos do mês de setembro



Criei a lista "The Best Of" do mês para nos desafiar - a mim e a você também, diva(o) - a sair da mesmice e experimentar coisas novas. Aqui você encontra o que eu li, ouvi, assisti e vivi nos últimos 30 dias, além de um conselho que carrego comigo. Espero que te inspire a sair da rotina também.

Os tópicos podem variar conforme o mês, mas o conselho sempre estará por aqui e será um conselho sobre algo que eu vivi e/ou percebi/recebi. 

Espero que você consiga se inspirar e sair desse quarto ou dessa rotina maçante e experimentar algo diferente, algo que te tire um pouco do lugar, que liberte sua criatividade, sua ansiedade e quem sabe compartilhar por aqui também o que você acha a que lugares foi e o que você fez. É só comentar aqui embaixo ou enviar um e-mail para elaescrevesobremim@gmail.com , para que possamos criar as listas juntas [os].

Leitura:

Olá, Estranho, da Katherine Center, me tirou de uma ressaca literária terrível! Nos últimos meses eu só estava lendo e ouvindo (obrigada audible) todos os mistérios que apareciam como recomendações para mim. Com o tempo, isso me cansou e fiquei com muita vontade de ler coisas diferentes e leves. Foi aí que me deparei com Olá, Estranho, um romance delicioso em que a protagonista, uma pintora de retratos, se depara com uma nova e assustadora realidade: ela está temporariamente cega em relação a rostos. Com o tempo cada vez mais apertado para pintar um retrato que irá concorrer como um dos melhores do gênero, ela precisa aguçar seus outros sentidos para pintar e reconhecer pessoas. Sejam essas pessoas seu vizinho, o veterinário gato do seu cachorro ou sua meia-irmã e arqui-inimiga.

olá, estranho livro


Música:

Sendo muito fã da Taylor Swift pela maior parte da minha vida, algo estranho aconteceu: enjoei de ouvir - constantemente, diariamente - suas músicas. Para minha grata surpresa, uma das minhas bandas favoritas desde a adolescência, Linkin Park , disponibilizou a trilha sonora do seu documentário Unshatter. Um CD ao vivo de sucessos antigos e novos, gravado em São Paulo. Foi (e ainda está sendo) muito gostoso relembrar o sentimento de compreensão que o Linkin Park traz e conhecer o novo com a maravilhosa da Emily Armstrong.



Série:

Ao ter um dia difícil, precisei parar e me acalmar e calcular rotas. Como recompensa, me dei de presente a série brasileira da Netflix, habeas corpus, com a maravilhosa da Marjorie Estiano, Vladmir Brichta, Danton Mello, Natália Lage, dentre outros. A série possui oito episódios, entre suspense e a vida jurídica, mostrando a dualidade da advocacia: fazer o que é justo ou o que é mais rentável, mesmo que seja moralmente incorreto? Quanta corrupção existe dentro da polícia e do judiciário? A série é inspirada em uma história real de revisão criminal. O final? ABSOLUTE CINEMA!

série habeas corpus netflix

Cosmético:

Tão apaixonada pelo esmalte vinho da Impala, que passei o mês inteiro com ele. Tem uma ótima durabilidade e, junto com o extra brilho da mesma marca, deixa a unha com um brilho incrível por dias!


esmalte vinho impala


Lugar/Momento:

Desculpe pelo clichê, mas o meu lugar do mês foi o Maracanã. Eu AMO! ir no maraca e sentir a energia das pessoas naquele lugar. Me sinto parte de algo grande, de muita vida, de vibrar na mesma energia que mais de 72.000 pessoas. Compareci ao jogo da NFL e foi surreal. Não consigo colocar em palavras a emoção que senti ali. As Dallas Cowboys Cheerleaders, a massiva maioria vibrando pelos Ravens, a vitória no último segundo. Um coro de setenta mil pessoas cantando Evidências, Rick Martin em um mini palco, os bastidores de como tudo funciona para ir ao ar ao vivo... maravilhoso!

maracanã nfl ravens x cowboys



Conselho do mês

Passe mais tempo sozinha, mas não tempo demais a ponto de ser difícil sair de casa de novo. É preciso saber reconhecer o momento em que a solitude deixa de ser um refúgio de paz e passa a ser uma barreira. 
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mão repousando sobre lençóis de cama desarrumada com luz da manhã — ansiedade e pequenas tarefas do dia a dia

Você já olhou para uma lista de tarefas simples, como lavar roupa e arrumar a cama, e sentiu o coração disparar só de bater o olho nela? Porque isso acontece comigo. E hoje quero conversar com você sobre isso: sobre ansiedade, sobre pequenas vitórias que a gente esquece de celebrar, e sobre a dificuldade de ter a mesma compaixão por nós mesmas que temos pelos outros.

Ontem à noite, no ímpeto de querer sair da monotonia automática da vida - estando em casa, me recuperando de uma lesão -, anotei algumas coisas para fazer hoje. Olhei para a lista e meu coração começou a bater forte. 110BPM em repouso. Apenas olhando para a maldita lista!

Uma lista com tarefas difíceis?, você pode se perguntar.
E eu te repondo que, definitivamente, não.
Tarefas para o meu bem-estar, para o mínimo em relação a viver bem, e eu cito:

  • Lavar roupas (apenas procurar alguma roupa perdida e colocá-la junto com as outras na máquina de lavar - que faz tudo sozinha, inclusive);
  • Pintar as unhas (sim, apenas passar o esmalte, porque cortar e lixar eu já fiz em outro momento da semana);
  • Lavar louças (algumas esquecidas no quarto e as que estão na geladeira com comida da semana passada que, definitivamente, não será consumida);
  • Arrumar a cama (para que eu não corra o risco ou recorra o vício de deitar nela durante o dia);
  • Limpar uma mala de mão (tenho planos).
Me dá muita ansiedade pensar que me dá ansiedade (oi?) apenas o fato de olhar para a lista e sentir o quão difícil parece ser executar essas pequenas tarefas. O quanto meu coração acelera e o quão pesada fica minha respiração. E, às vezes, mesmo sabendo que é um sintoma do TAG (transtorno de ansiedade generalizada), eu sinto vergonha disso. De não me sentir funcional em coisas consideradas tão simples e básicas para as pessoas que vivem sem nenhum tipo de transtorno.

Entretanto, acho importante me lembrar - e te lembrar também, caso você esteja passando por isso -, das pequenas coisas que consegui fazer antes das 10:00 e, para ser justa comigo, também vou citar:

  • Acordei às 07:00, antes do despertador e li por meia hora;
  • Tomei banho ouvindo e cantando músicas pra cima (eu amo músicas tristes, mas hoje foram up)
  • Me arrumei - inclusive colocando acessórios e fazendo skincare (sem esquecer o protetor solar, para ficar em casa);
  • Fui na padaria comprar pão fresco;
  • Preparei meu café da manhã e o tomei de forma calma e presente;
  • Não mexi no meu celular
Não sei você, cara leitora (ou leitor), mas eu me cobro muito pelas coisas que não consigo fazer e esqueço de apreciar e celebrar as que consigo. Sei muito bem ser crítica de mim mesma e não consigo me empatizar comigo da forma que me empatizo e abraço o outro.

Ao longo do dia, tirei forças de não sei onde (juro!, porque eu também estava com cólica) e fui quebrando as tarefas. 

Primeiro, me certifiquei de que havia pego todas as roupas que precisavam ser lavadas - inclusive as de verão, que estão com "cheiro de guardado" no armário - e aí foi fácil descer as escadas e riscar da lista essa tarefa. Passando pela cozinha, na volta, já peguei a vassoura e, pelo menos, varri a casa - e isso não estava na lista. 

Peguei uma mala de mão e limpei - parece que uma coisa puxou a outra. Quando devolvi a vassoura, já comecei a recolher as comidas e lavar as louças. Chegando ao quarto, meus livros fora do lugar me incomodaram e eu guardei todos eles - sem lista. Por fim, me concentrei em arrumar a cama, porque quem sabe, sabe o motivo de ser tão difícil.

Agora ainda são 15:13 e só falta pintar as minhas unhas, o único item da lista que ainda não foi riscado. Mas acredito que posso conseguir, apesar de tudo isso ter sugado um pouco da minha energia. E se não conseguir, está tudo bem, pois ainda vai existir um amanhã. 

Talvez você tenha uma lista parecida com a minha. Talvez um pouco mais difícil. Mas, hoje, eu te convido a fazer apenas uma tarefa dessa lista. Só uma. Quando você conseguir fazer, se olhe com o carinho que você olha para o outro e se abrace. Não precisa ser tudo, só precisa ser o suficiente por hoje. Não importa quanto ou como, o que importa é que você conseguiu e que amanhã é outro dia. 

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mulher em momento de autocuidado — rotina de bem-estar físico, emocional e mental


Ter uma rotina de autocuidado parece simples - até você chegar em casa exausta depois de um dia longo e perceber que tudo que consegue fazer é tomar banho e dormir. Foi assim comigo por muito tempo. Então resolvi sentar aqui e te contar o que realmente funciona pra mim: sem romantizar, sem lista perfeita.


Pode ser muito difícil nos tempos de hoje ter uma rotina de autocuidado. A correria do dia-a-dia, a necessidade de descansar sem fazer nada, a ansiedade que nos assola cada vez mais e que nos faz apenas querer chegar em casa, após um dia exaustivo de trabalho, tomar um banho e dormir.

Isso aconteceu comigo por muito tempo. O único cuidado que eu possuía, que na verdade era mais próximo a uma obrigação imposta pela profissão, era fazer a mesma maquiagem todas as manhãs - e eu nem gosto de maquiagem, portanto não era exatamente algo que me fazia feliz como autocuidado.

Então, resolvi sentar aqui com você e te contar o que é realmente um carinho para mim e como eu pratico, mesmo estando cansada. Um pensamento que me ajuda é: eu mereço o melhor para mim e para o meu futuro.

Vou separar em quatro características: autocuidado físico, emocional, social e intelectual.

Bem-estar físico:

  1. dormir 08 horas por noite: mesmo que isso signifique que eu precisarei dormir no máximo às 22h todos os dias, vale à pena para o dia seguinte.
  2. acordar cedo: levantar cedo para ter um tempo de qualidade para preparar e tomar o café da manhã que você mais gosta, fazendo uma coisa legal que, no meu caso é assistir a um episódio de série.
  3. fazer academia: ajuda a diminuir a ansiedade, dá aquela dor gostosa e sensação de "eu consegui". alivia dores físicas, melhora o humor, regula o apetite, entre tantas outras coisas. sinto em dizer para a minha eu do passado que é algo que realmente tem me ajudado e que eu tenho gostado. 
  4. alimentação: cortar porcarias da alimentação (fandangos, chocolate, etc), deixar de consumir álcool e ingerir uma quantidade maior de água, me ajudou bastante na disposição, pele e dores de cabeça por desidratação.
  5. skincare e spa day: todos os dias lavo meu rosto com um sabonete apropriado, passo um creme que deu muito certo para minha pele - entre tentativas e erros - e hidratante labial sempre que necessário e é algo que não abro mão na minha rotina (posso fazer outro post sobre esses produtinhos). o spa day é algo que faço uma ou duas vezes na semana, quando tenho um pouco mais de tempo: banho longo, lavar e hidratar os cabelos com produtos apropriados, depilação completa e, acima de tudo, faço isso com calma, curtindo o processo, ouvindo músicas, às vezes uma luz baixa... ajuda muito a relaxar.

Emocional:

  1. diário: sei que nem todo mundo consegue, mas fazer um diário, anotar as coisas que estão pairando na minha mente (me perturbando), me ajuda muito na organização das ideias, se aquele pensamento tem alguma razão, se é um exagero, se o que está acontecendo está de acordo com o que sou, penso e quero para minha vida.
  2. terapia: o maior e melhor autocuidado do universo, na opinião de quem faz terapia há quase 10 anos. sei que tratamentos de saúde mental não são acessíveis a toda população, mas existem lugares e terapeutas que trabalham com valor social (sou psicanalista e trabalho com valor social - elaescrevesobremim@gmail.com).
  3. estar com quem você ama: por mais que às vezes tudo que possamos querer é ficar sozinhos e largados na cama; sair e estar com quem amamos recarrega nossas energias. pode ser necessário fazer um esforço para isso, mas te garanto, por experiência, que vale muito à pena.
  4. arrumar seu espaço: coloquei nessa categoria, porque quando o meu espaço está bagunçado, meu emocional também está e vice-versa. então, ao conseguir arrumar meu espaço externo, agrega paz ao interno.

Social

  1. limites: colocar limites em pessoas, atitudes e momentos pode ser desconfortável no início, mas falar o que você precisa e colocar limites para viver mais de acordo com você mesmo, trará conforto. a princípio as pessoas podem se afastar, porque você sempre se anulou para agradá-las, então os seus limites passam a ser desinteressantes para elas conviverem com você. mas aquelas pessoas que ficam porque te respeitam, são ouro.
  2. aprender a dizer não: muito parecido com limites, mas o dizer não apenas por dizer não, sem culpa, é libertador. pratique o "não respondi sua mensagem porque não estava em disposta", "não quero sair hoje, quero ficar em casa" ou "esse programa não combina com o momento que estou vivendo". mas não seja apenas uma metralhadora de nãos, sugira outras coisas que respeitem sua vontade e seus limites.
  3. ficar sozinho: isso aqui é necessário pelo menos uma vez na semana, se possível. um dia só para você: para fazer nada, fazer aquilo que você gosta, mas apenas aproveitar a sua companhia, aprender a se amar e a se realizar só. não somos boas companhias quando não sabemos viver sozinhos.
  4. sair sozinho: menines, que coisa mais gostosa que é ir ao shopping sozinho, tomar um café, ir à praia (eu moro em região de praia), fazer uma viagem curta ou longa, ir a um show daquela banda que só você gosta, enfim, novamente curtir a sua companhia fazendo coisas que você curte fazer e acontecer só.
Intelectual

  1. deixar de lado as redes sociais: ainda quero fazer um post sobre isso, mas limitar meu tempo de tela até conseguir parar totalmente com os acessos às redes e hoje não sentir a necessidade de estar conectada, mudou muito a minha mente. meus pensamentos são mais rápidos, não me sinto um zumbi ou com a mente enevoada e, principalmente, parei de me sentir burra - era o vício em redes sociais.
  2. ler um livro: desde romances clichês até a filosofia, leia algo que te traga conforto ou que te faça aprender mais sobre a sociedade em si. se divertir ou adquiri conhecimentos é sempre válido.
  3. ter um hobby: descubra aquilo que você adora fazer, que você faça por você e mais ninguém. você não precisa executar perfeitamente ou monetizar o que você gosta. eu, por exemplo, adoro escrever, este é meu hobby e decidi não monetizá-lo e fazê-lo com o coração. para você pode ser gravar vídeos sem se levar à sério, praticar um esporte por prazer, seja um fotógrafo nada profissional, desde que você goste.
  4. veja série/filme, ouça música: não importa o gênero, apenas relaxe, faça sua pipoca, um exercício curtindo aquele momento de vídeo ou áudio - isso nos deixa vivos!
  5. aprenda algo novo: é tão legal aprender uma coisa nova - seja aprimorar seu hobby, sua leitura, aprender a cozinhar algo que você gosta, um curso, enfim, as possibilidades são infinitas!
E aí, gostou?

Vamos tentar colocar algumas dessas coisinhas em prática?


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mulher de costas sentada à janela aberta com vista para o verde: presença, distância e o tempo com os pais


Existe um momento na vida adulta em que olhamos para os nossos pais e percebemos, de repente, que a responsabilidade virou de lado. Que agora somos nós. Esse texto nasceu de duas semanas na casa dos meus pais, observando o tempo e o que ele faz com quem amamos.

Sentada no sofá no meu quarto da adolescência, no interior de Minas, olhando pela janela, enquanto minha mãe anda pra lá e pra cá fazendo o almoço e lidando com outras pequenezas do dia a dia, me pergunto o que aconteceu com o tempo, porque só agora me dei conta de que sou a adulta responsável pelos meus pais.

Aos trinta anos, pela primeira vez, precisei viajar para casa dos meus pais por uma questão de saúde. Observei por uma semana os comportamentos e padrões. O que foi feito e o que não foi. O que é preciso fazer para ajudá-los.

A distância é um grande fator que trabalha contra nós, contra a saúde mental. A solidão que eles sentem, o fato de pensarem que não são mais úteis, a diferença do corpo que aguentava tanto e hoje se queixa de alguns movimentos que costumavam ser tão comuns. A saúde mental que nunca havia sido uma pauta, hoje é a principal queixa e a mais dilacerante.

Ver nossos pais envelhecerem e nos dar conta de que o tempo junto a eles está cada vez mais escasso e perceber que, por morarmos distantes e as visitas acontecerem uma ou duas vezes por ano, parece nos colocar em uma corrida cruel contra o relógio.

Entretanto, acredito que o mais importante é fazer e viver o aqui e o agora. O que é possível, dar o nosso melhor para o melhor deles. Ser companhia perto ou longe. A tecnologia nos ajuda nessa jornada de estar perto e se fazer presente mesmo à distância.

Mesmo que possamos pensar que as coisas das nossas vidas parecem sem importância para contar a alguém, tenho certeza que nossos pais amam saber cada pequeno detalhe. O casaco que eles deram de presente e que estamos vestindo hoje, uma foto das unhas pintadas, a droga da otite, falar sobre a academia e a irritação no trabalho... tudo isso faz com que eles se sintam incluídos.

Aqui eu deixo uma lembrança final: nossos pais, definitivamente, são tão humanos quanto nós e podem ser mais sensíveis do que imaginamos e, por mais clichê que pareça dizer, é sempre bom lembrar que nossos heróis não usam capa, eles são de carne, osso e sentimentos.

Principalmente sentimentos.
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Em 26 de agosto de 2025, Taylor Swift e Travis Kelce anunciaram o noivado com uma legenda que o mundo inteiro compartilhou:

"Sua professora de inglês e seu professor de educação física vão se casar."

Mas além da notícia pop, esse momento tem muito a dizer sobre coragem de amar - e sobre não desistir antes de descobrir o que o outro tem a oferecer.

O que esse noivado nos mostra sobre não desistir do amor?

1. Persistência e coragem para amar.
A história do casal começou de forma inusitada: Travis tentou entregar uma pulseira com seu número para Taylor durante sua The Eras Tour, e ela, tocada, retribuiu o gesto com acessibilidade e reciprocidade. O que poderia ter sido um momento perdido virou o primeiro passo de uma conexão real e duradoura.
Reflexão psicanalítica: quantos de nós desistimos antes de descobrir se o outro estava pronto para corresponder?
 
2. Amor público e visibilidade afetiva
Ao longo do relacionamento, Taylor esteve presente em jogos da NFL, Travis participou de shows da The Eras Tour - o afeto deles foi vivido e manifestado em público.
Reflexão: expor sentimentos não diminui sua profundidade; ao contrário, pode fortalecer vínculos ao reafirmar presença, afeto e comprometimento.

3. O amor como resistência à expectativa e ao espetáculo social
Ambos têm carreiras sob holofotes intensos. Mesmo diante da exposição, escolheram se envolver e construir uma história séria. Como observou o pai de de Travis, Ed Kelce: “isso pareceu diferente desde o início”.
Reflexão: persistir no amor mesmo quando o mundo espera superficialidade exige coragem e confiança.

4. Transformação dos próprios padrões de relacionamento
Para Taylor, conhecida por músicas inspiradas em desilusões amorosas, este relacionamento ganhou tonalidades diferentes - e talvez, mais sinceras. Para Travis, a presença de Taylor trouxe um novo público, um novo olhar - sem alterar quem era.
Reflexão: amar também pode ser acolher o outro em sua singularidade, permitindo que ambos se transformem juntos, sem perder essência.

O noivado de Taylor Swift e Travis Kelce não é apenas notícia pop; é um lembrete contundente de que o amor é, por vezes, insistente, corajoso, resiliente. Ele atravessa expectativas, enfrenta diferenças, sobrevive à visibilidade, mas também se nutre da autenticidade e do desejo de se construir juntos - mesmo em meio ao turbilhão.

Aqui, nossa poeta torturada, nos mostra que vale à pena esperar e não ceder a pressão da sociedade sobre nós.

PS: pais!!!!
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Você já recebeu essa pergunta e sentiu que mil coisas passavam pela sua cabeça ao mesmo tempo, mas respondeu "sim, estou bem" mesmo assim? Não porque fosse verdade, mas porque parecia mais simples, mais seguro. Este texto é um lembrete de que está tudo bem não estar bem.

Às vezes, a pergunta mais difícil não é a mais complexa…
É o “você está bem?”
Porque, naquele momento, mil pensamentos invadem a mente de uma vez.

Como explicar o peso que você sentiu ao acordar?
A ansiedade que te consome,
A tristeza que você não consegue nomear,
As batalhas que você vem travando em silêncio há semanas, meses, talvez anos.

Então, a resposta mais fácil escapa:
“Sim, estou bem.”
Não porque seja verdade, mas porque é mais simples…

Porque parece mais seguro,
Porque você não quer ser um fardo,
Porque você não tem palavras.

Nunca sabemos realmente o que alguém está carregando.

Este é o seu lembrete de que está tudo bem não estar bem,
Você não deve força a ninguém o tempo todo,
Você não precisa ter todas as respostas.

Você não é fraco por estar passando por dificuldades,
Você é humano.
E nenhum de nós foi feito para enfrentar isso sozinho.
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mulher descansando na cama — autocuidado nos dias difíceis


Esta semana não estive bem e aposto que você já se sentiu assim também. Um daqueles dias em que a vida precisa seguir, mas cada célula do corpo pede pra ficar parada. Foi exatamente nesses dias que aprendi que seguir em frente não precisa ser grandioso. Às vezes, é só o café da manhã certo, o cabelo lavado ou uma tarefa pequenininha riscada da lista.

Aí você me pergunta como eu vou fazer isso, querida?
E eu te respondo com coisas tão simples, que você não vai nem perceber que o que você tem feito são movimentos a seu favor, é a bola pra frente, o seguir mesmo se sentindo estático.
Bora listar?


  1.  preparar / ou pedir o seu café da manhã preferido, para que te dê algum ânimo para enfrentar o dia;
  2.  lavar e/ou hidratar o cabelo: só entre debaixo do chuveiro e não pense, apenas molhe os cabelos, porque eu sei que se pensarmos muito, o coque vem e o cabelo fica com Deus;
  3.  aproveite para trocar a sua roupa de cama, para que, junto com o cabelo limpo, a sua cama te abrace e te conforte;
  4.  tirar o esmalte / pintar as unhas: essa é uma vaidade muito importante para mim, então se torna uma forma de me sentir bonita, logo, melhor comigo mesma;
  5.  ler / ver série: tirar a sua mente daquele lugar ruim e desgastante vai tirar o foco de coisas negativas e, quando você perceber, vai estar sorrindo de alguma bobagem;
  6.  fazer um alongamento, mesmo que seja leve, porque eu sei que você não tem forças para a academia ou algo como uma caminhada, mas o alongamento já ajuda a movimentar o corpo;
  7.  fazer 01 lição: apenas uma lição do seu curso ou apenas uma tarefa de casa, porque isso traz uma sensação de dever cumprido, de que aquele dia não foi completamente inútil, vai por mim

Você pode pensar que essas pequenas coisas são bobagens, eu sei, vejo que há pessoas que pensam assim. Mas não deixe de fazer, não deixe de se felicitar por algo que você fez e que achou que não conseguiria, porque isso é uma vitória, isso é seguir em frente, quando cada célula do nosso corpo não quer reagir.

Fazer este post é algo que eu, sinceramente, achei que não conseguiria esta semana. Adiei por três dias sentar e decidir o que escrever, se iria escrever, se seria uma daquelas ideias que citei no início do post ou algo diferente. 

Acontece que o compromisso que fiz comigo mesma de postar algo esta semana e isso gritou mais alto e foi a tarefa que eu precisava fazer para me sentir melhor comigo mesma. E olha -quem me conhece sabe - que não consigo não ser eu, mesmo quando a situação pede. Então aqui estou, rostinho hidratado e post no ar, cumprindo o acordo comigo mesma.

Que tal agora você tentar fazer uma coisinha dessa lista?

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mulher jovem pensativa — vida adulta e autoconhecimento

Caros leitores,

Muita gente chega à casa dos 30 com a sensação de que deveria ter mais - casa própria, plano definido, vida organizada. Mas a verdade é que estamos em muitos nessa situação, e talvez isso já seja, por si só, um alento. Se você está atravessando essa fase com medo do que ainda não construiu, este texto é pra você.

Na verdade, não sei se está realmente tudo bem (como coloquei ali no título), mas sei que acontece e parece ser tão assustador atravessar a porta dos 29, que te dizer isso pode ser um acalento, caso você esteja chegando nessa fase. Se você ainda morar com seus pais ou em uma kitnet mobiliada em que os móveis não seus ou talvez divida aluguel com amigos ou more em um quarto de república, está tudo bem, você está dando seus passos na medida que você consegue.

Acredito fielmente (na verdade é meu namorado quem acredita e tenta me convencer) que ainda somos jovens e estamos com um bom tempo em nossa frente, tempo de corremos atrás dos nossos sonhos, de trabalharmos para a construção do nosso futuro. Aqui, eu realmente (eu mesma), acredito que os 30 são os novos 20.

Me pego pensando constantemente que com a minha idade, meus pais tinham dois filhos e casa própria, mobiliada, veículo na garagem e me sinto perdida de como vou fazer isso, por isso é tão assustador. Mas há tempo e os tempos são outros. Os tempos são mais difíceis, temos uma série de questões que talvez os meus e os seus pais não tiveram.

Nos meus dias mais otimistas, como hoje, eu penso que vai dar tempo, que haverá construção, que será até melhor, porque eu faço terapia, busco ser melhor. Então há esperança de construção ou, se você, como eu, está reconstruindo, com certeza haverá reconstrução e não há o que temer.

Hoje, com o apoio que eu tenho e com tudo que venho aprendendo, quero acreditar que estar na casa dos 30 não é assustador, apenas desafiador,
Acreditar que estamos no lugar de recuperar sonhos também,
Mesmo que isso esteja um pouco fora de moda aos 30.

Acreditar que há descobertas a serem feitas
E afirmar que está tudo bem não termos nossas vidas resolvidas aos 30 e que ainda há tempo para muito,
Para tudo o que você e eu quisermos.

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mulher em momento de reflexão — saúde mental e depressão


 

Se alguém já te disse que você está deprimida por falta de fé, este texto é pra você.

Em momentos de profunda tristeza e desesperança, quando a escuridão da depressão nos envolve, é comum buscarmos respostas e conforto. Muitas vezes, em meio a essa busca, surge a pergunta: "Será que estou passando por isso por falta de fé?". É crucial lembrar que a depressão não é uma questão de fé, assim como não é sinal de fraqueza ou falta de Deus.

A depressão é uma doença complexa, com causas multifacetadas que envolvem fatores biológicos, psicológicos e sociais. Ela afeta a mente, o corpo e as emoções, e pode se manifestar de diversas formas, desde a tristeza profunda e persistente até a perda de interesse em atividades antes prazerosas.

Assim como um problema de saúde física não significa falta de fé, a depressão também não está relacionada à espiritualidade. A fé pode ser uma fonte de força e esperança para muitas pessoas, e a conexão com o divino pode trazer conforto em momentos difíceis. No entanto, a depressão é uma doença que requer cuidados específicos, que podem incluir terapia, medicamentos e outras abordagens terapêuticas.

É importante ressaltar que buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem e amor próprio. Ao procurar tratamento, você demonstra que se importa com a sua saúde mental e que está disposto a lutar contra a depressão.

Se você está enfrentando a depressão, saiba que não está sozinho. Muitas pessoas passam por isso e encontram a cura através do tratamento adequado. Não hesite em buscar ajuda, converse com amigos, familiares ou procure um profissional de saúde mental.

Lembre-se que a depressão não é falta de Deus, é uma doença que pode afetar qualquer pessoa. Buscar ajuda é um passo importante para recuperar a sua saúde mental e bem-estar.

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mulher olhando para o horizonte — superação e autoestima


Você já sentiu vergonha do seu passado? Das escolhas que fez, das pessoas em quem acreditou, dos erros que cometeu? Esse texto é pra te dizer que você não precisa mais carregar isso. Tudo o que você viveu foi exatamente o que precisava acontecer para te trazer até aqui.

Não importa se você cometeu erros, não importa com quem você se relacionou ou em quem acreditou e se arrependeu depois, o importante é que você só está aqui, por causa do seu passado.

Dos seus erros,
Das discussões,
Dos acertos.

Como disse Taylor Swift, "você não é os seus erros" e, para mim, você é o efeito deles.
Você é o que aprendeu com cada passo mal dado, e isso não é vergonhoso.
Vergonha para aqueles que não conseguem enxergar seus erros, e insistem em algo que não vale a pena,
Que não o deixa sair do lugar, seguir em frente.

Nós estamos crescendo.
Você e eu, todos os dias, estamos aprendendo com o ontem, o mês passado ou cinco anos atrás.
E não são muitos que sabem fazer isso.

Não mesmo.
Erga a cabeça,
Mostre para todos que você tem um nome, um sobrenome e um passado.
Um passado que não define quem você é, mas foi primordial para sua mudança.

- E se alguém não souber lidar com isso? - você pode se perguntar.
Esse alguém não é digno da pessoa que você se tornou,
Do quanto você cresceu para se tornar esse ser humano incrível.

Então bola pra frente e chame o próximo da fila, simples assim.
Porque você não precisa se envergonhar ou se defender por ser quem você é!

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