Ela Escreve

vida adulta real, girlhood, cozy lifestyle


mulher de costas sentada à janela aberta com vista para o verde: presença, distância e o tempo com os pais


Existe um momento na vida adulta em que olhamos para os nossos pais e percebemos, de repente, que a responsabilidade virou de lado. Que agora somos nós. Esse texto nasceu de duas semanas na casa dos meus pais, observando o tempo e o que ele faz com quem amamos.

Sentada no sofá no meu quarto da adolescência, no interior de Minas, olhando pela janela, enquanto minha mãe anda pra lá e pra cá fazendo o almoço e lidando com outras pequenezas do dia a dia, me pergunto o que aconteceu com o tempo, porque só agora me dei conta de que sou a adulta responsável pelos meus pais.

Aos trinta anos, pela primeira vez, precisei viajar para casa dos meus pais por uma questão de saúde. Observei por uma semana os comportamentos e padrões. O que foi feito e o que não foi. O que é preciso fazer para ajudá-los.

A distância é um grande fator que trabalha contra nós, contra a saúde mental. A solidão que eles sentem, o fato de pensarem que não são mais úteis, a diferença do corpo que aguentava tanto e hoje se queixa de alguns movimentos que costumavam ser tão comuns. A saúde mental que nunca havia sido uma pauta, hoje é a principal queixa e a mais dilacerante.

Ver nossos pais envelhecerem e nos dar conta de que o tempo junto a eles está cada vez mais escasso e perceber que, por morarmos distantes e as visitas acontecerem uma ou duas vezes por ano, parece nos colocar em uma corrida cruel contra o relógio.

Entretanto, acredito que o mais importante é fazer e viver o aqui e o agora. O que é possível, dar o nosso melhor para o melhor deles. Ser companhia perto ou longe. A tecnologia nos ajuda nessa jornada de estar perto e se fazer presente mesmo à distância.

Mesmo que possamos pensar que as coisas das nossas vidas parecem sem importância para contar a alguém, tenho certeza que nossos pais amam saber cada pequeno detalhe. O casaco que eles deram de presente e que estamos vestindo hoje, uma foto das unhas pintadas, a droga da otite, falar sobre a academia e a irritação no trabalho... tudo isso faz com que eles se sintam incluídos.

Aqui eu deixo uma lembrança final: nossos pais, definitivamente, são tão humanos quanto nós e podem ser mais sensíveis do que imaginamos e, por mais clichê que pareça dizer, é sempre bom lembrar que nossos heróis não usam capa, eles são de carne, osso e sentimentos.

Principalmente sentimentos.
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Em 26 de agosto de 2025, Taylor Swift e Travis Kelce anunciaram o noivado com uma legenda que o mundo inteiro compartilhou:

"Sua professora de inglês e seu professor de educação física vão se casar."

Mas além da notícia pop, esse momento tem muito a dizer sobre coragem de amar - e sobre não desistir antes de descobrir o que o outro tem a oferecer.

O que esse noivado nos mostra sobre não desistir do amor?

1. Persistência e coragem para amar.
A história do casal começou de forma inusitada: Travis tentou entregar uma pulseira com seu número para Taylor durante sua The Eras Tour, e ela, tocada, retribuiu o gesto com acessibilidade e reciprocidade. O que poderia ter sido um momento perdido virou o primeiro passo de uma conexão real e duradoura.
Reflexão psicanalítica: quantos de nós desistimos antes de descobrir se o outro estava pronto para corresponder?
 
2. Amor público e visibilidade afetiva
Ao longo do relacionamento, Taylor esteve presente em jogos da NFL, Travis participou de shows da The Eras Tour - o afeto deles foi vivido e manifestado em público.
Reflexão: expor sentimentos não diminui sua profundidade; ao contrário, pode fortalecer vínculos ao reafirmar presença, afeto e comprometimento.

3. O amor como resistência à expectativa e ao espetáculo social
Ambos têm carreiras sob holofotes intensos. Mesmo diante da exposição, escolheram se envolver e construir uma história séria. Como observou o pai de de Travis, Ed Kelce: “isso pareceu diferente desde o início”.
Reflexão: persistir no amor mesmo quando o mundo espera superficialidade exige coragem e confiança.

4. Transformação dos próprios padrões de relacionamento
Para Taylor, conhecida por músicas inspiradas em desilusões amorosas, este relacionamento ganhou tonalidades diferentes - e talvez, mais sinceras. Para Travis, a presença de Taylor trouxe um novo público, um novo olhar - sem alterar quem era.
Reflexão: amar também pode ser acolher o outro em sua singularidade, permitindo que ambos se transformem juntos, sem perder essência.

O noivado de Taylor Swift e Travis Kelce não é apenas notícia pop; é um lembrete contundente de que o amor é, por vezes, insistente, corajoso, resiliente. Ele atravessa expectativas, enfrenta diferenças, sobrevive à visibilidade, mas também se nutre da autenticidade e do desejo de se construir juntos - mesmo em meio ao turbilhão.

Aqui, nossa poeta torturada, nos mostra que vale à pena esperar e não ceder a pressão da sociedade sobre nós.

PS: pais!!!!
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Você já recebeu essa pergunta e sentiu que mil coisas passavam pela sua cabeça ao mesmo tempo, mas respondeu "sim, estou bem" mesmo assim? Não porque fosse verdade, mas porque parecia mais simples, mais seguro. Este texto é um lembrete de que está tudo bem não estar bem.

Às vezes, a pergunta mais difícil não é a mais complexa…
É o “você está bem?”
Porque, naquele momento, mil pensamentos invadem a mente de uma vez.

Como explicar o peso que você sentiu ao acordar?
A ansiedade que te consome,
A tristeza que você não consegue nomear,
As batalhas que você vem travando em silêncio há semanas, meses, talvez anos.

Então, a resposta mais fácil escapa:
“Sim, estou bem.”
Não porque seja verdade, mas porque é mais simples…

Porque parece mais seguro,
Porque você não quer ser um fardo,
Porque você não tem palavras.

Nunca sabemos realmente o que alguém está carregando.

Este é o seu lembrete de que está tudo bem não estar bem,
Você não deve força a ninguém o tempo todo,
Você não precisa ter todas as respostas.

Você não é fraco por estar passando por dificuldades,
Você é humano.
E nenhum de nós foi feito para enfrentar isso sozinho.
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mulher descansando na cama — autocuidado nos dias difíceis


Esta semana não estive bem e aposto que você já se sentiu assim também. Um daqueles dias em que a vida precisa seguir, mas cada célula do corpo pede pra ficar parada. Foi exatamente nesses dias que aprendi que seguir em frente não precisa ser grandioso. Às vezes, é só o café da manhã certo, o cabelo lavado ou uma tarefa pequenininha riscada da lista.

Aí você me pergunta como eu vou fazer isso, querida?
E eu te respondo com coisas tão simples, que você não vai nem perceber que o que você tem feito são movimentos a seu favor, é a bola pra frente, o seguir mesmo se sentindo estático.
Bora listar?


  1.  preparar / ou pedir o seu café da manhã preferido, para que te dê algum ânimo para enfrentar o dia;
  2.  lavar e/ou hidratar o cabelo: só entre debaixo do chuveiro e não pense, apenas molhe os cabelos, porque eu sei que se pensarmos muito, o coque vem e o cabelo fica com Deus;
  3.  aproveite para trocar a sua roupa de cama, para que, junto com o cabelo limpo, a sua cama te abrace e te conforte;
  4.  tirar o esmalte / pintar as unhas: essa é uma vaidade muito importante para mim, então se torna uma forma de me sentir bonita, logo, melhor comigo mesma;
  5.  ler / ver série: tirar a sua mente daquele lugar ruim e desgastante vai tirar o foco de coisas negativas e, quando você perceber, vai estar sorrindo de alguma bobagem;
  6.  fazer um alongamento, mesmo que seja leve, porque eu sei que você não tem forças para a academia ou algo como uma caminhada, mas o alongamento já ajuda a movimentar o corpo;
  7.  fazer 01 lição: apenas uma lição do seu curso ou apenas uma tarefa de casa, porque isso traz uma sensação de dever cumprido, de que aquele dia não foi completamente inútil, vai por mim

Você pode pensar que essas pequenas coisas são bobagens, eu sei, vejo que há pessoas que pensam assim. Mas não deixe de fazer, não deixe de se felicitar por algo que você fez e que achou que não conseguiria, porque isso é uma vitória, isso é seguir em frente, quando cada célula do nosso corpo não quer reagir.

Fazer este post é algo que eu, sinceramente, achei que não conseguiria esta semana. Adiei por três dias sentar e decidir o que escrever, se iria escrever, se seria uma daquelas ideias que citei no início do post ou algo diferente. 

Acontece que o compromisso que fiz comigo mesma de postar algo esta semana e isso gritou mais alto e foi a tarefa que eu precisava fazer para me sentir melhor comigo mesma. E olha -quem me conhece sabe - que não consigo não ser eu, mesmo quando a situação pede. Então aqui estou, rostinho hidratado e post no ar, cumprindo o acordo comigo mesma.

Que tal agora você tentar fazer uma coisinha dessa lista?

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mulher em momento de reflexão — saúde mental e depressão


 

Se alguém já te disse que você está deprimida por falta de fé, este texto é pra você.

Em momentos de profunda tristeza e desesperança, quando a escuridão da depressão nos envolve, é comum buscarmos respostas e conforto. Muitas vezes, em meio a essa busca, surge a pergunta: "Será que estou passando por isso por falta de fé?". É crucial lembrar que a depressão não é uma questão de fé, assim como não é sinal de fraqueza ou falta de Deus.

A depressão é uma doença complexa, com causas multifacetadas que envolvem fatores biológicos, psicológicos e sociais. Ela afeta a mente, o corpo e as emoções, e pode se manifestar de diversas formas, desde a tristeza profunda e persistente até a perda de interesse em atividades antes prazerosas.

Assim como um problema de saúde física não significa falta de fé, a depressão também não está relacionada à espiritualidade. A fé pode ser uma fonte de força e esperança para muitas pessoas, e a conexão com o divino pode trazer conforto em momentos difíceis. No entanto, a depressão é uma doença que requer cuidados específicos, que podem incluir terapia, medicamentos e outras abordagens terapêuticas.

É importante ressaltar que buscar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem e amor próprio. Ao procurar tratamento, você demonstra que se importa com a sua saúde mental e que está disposto a lutar contra a depressão.

Se você está enfrentando a depressão, saiba que não está sozinho. Muitas pessoas passam por isso e encontram a cura através do tratamento adequado. Não hesite em buscar ajuda, converse com amigos, familiares ou procure um profissional de saúde mental.

Lembre-se que a depressão não é falta de Deus, é uma doença que pode afetar qualquer pessoa. Buscar ajuda é um passo importante para recuperar a sua saúde mental e bem-estar.

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